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[Filme] Muito Além do Jardim;

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Being There
Diretor: Hal Ashby
Ano: 1979
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia
Idioma: Inglês
Duração: 120 minutos.




Sinopse: Chance é um homem ingênuo, que trabalhou a vida toda como jardineiro e que tem na televisão o único contato com o mundo. Ele não sabe ler e nem escrever, não tem carteira de identidade e nunca andou em um automóvel. Quando seu patrão morre, Chance é obrigado a deixar a casa e é atropelado pelo carro de um magnata, que acaba se tornando seu amigo. A partir daí, tudo o que Chance fala, e até mesmo quando ele se cala, passa a ser interpretado como algo genial.


Mais ou menos na mesma temática do "Enigma de Kaspar Hauser", um homem que não foi socializado - ou melhor, foi "socializado" pela televisão.

Serve ao intuito de percebermos que  o ser humano é, por excelência, social. Embora naturalizemos todo o processo de apreensão e de significação do mundo, como se isso nos fosse dado sem esforço, como se fosse inato, este tipo de filme mostra que sem o contato social, contato cultural, um homem não se forma como tal.


Além disso, a força da televisão como um dos elementos dessa formação é ressaltada.
Sem querer entrar numa discussão crítica do assunto (isto vocês deverão ver mais adiante, com o contato com outras teorias, por exemplo da Escola de Frankfurt), o importante aqui é perceber que a televisão já é uma das formas de auxílio no desenvolvimento de significado, reforça signos, possui uma característica de formação moral, de criação simbólica e de sentido do mundo.

[Livro] A Imaginação Sociológica

"O primeiro fruto desta imaginação - e a primeira lição da ciência social que a incorpora - é a ideia de que o indivíduo só pode compreender sua própria existência e avaliar seu próprio destino localizando-se dentro de seu período."
(MILLS, 1979)


Me permitam fazer um post totalmente pessoal.
É quase uma humilde e insignifcante homenagem ao senhor Wright Mills por ter tido a capacidade cognitiva, linguistica e a geniliadade de tratar a sociologia da maneira com que tratou nesta obra.

Este é, talvez, o meu livro predileto (do pouco) da teoria sociológica que eu já li até aqui.

É um livro que me fez entender a importância de se estudar sociologia, e abriu meus olhos para uma questão que eu considero das mais importantes para o sociológo: A Imaginação Sociológica.
Essa expressão nunca mais saiu da minha cabeça, e é a ela a qual me apego quando penso que minha cabeça está dando um nó, quando acho que não sei de nada, que não aprendi nada e que deveria ter desistido e ter feito engenharia [risos].

A imaginação sociológica é o que compreende a relação entre história e biografia dentro da sociedade. É a ideia de que o homem está interconectado entre sua vida privada, micro, cotidiana, e as transformações mais macros, históricas, políticas, institucionais.

E eu acho uma definição tão certeira, nítida, esperta, que quando li pela primeira vez foi quase como se eu tivesse descoberto a pólvora e, enfim, apertado o gatilho para o entendimento da ciência social.

É um dos livros que mais sinto vontade de fazer fichamento (dele inteiro!) e até hoje não pude empreender tal tarefa por pura falta de tempo.
Espero que leiam, e se for possível, que se apaixonem tanto quanto eu.



Dica 1: Se querem começar uma biblioteca de ciências sociais, ou estão afim de comprar algum livro mas estão em dúvida sobre qual, comprem este.
Dica 2: Cliquem na capa do livro para efetuarem o download.
Dica 3: Prometo que assim que eu conseguir elaborar o fichamento, disponibilizo-o por aqui.

[Livro] Elementos para Orientar a Leitura e a Escrita;


Adquiri este livro após a palestra do professor Nelson Tomazi, como o próprio título já diz, o livro traz elementos para orientar a leitura e a escrita acadêmica.

Tem me orientado bastante, principalmente na elaboração de resenhas e fichamentos, e utilizei o seu capítulo sobre fichamento aqui neste blog na aba acima, disponível para download e para visualização online.


Além disso, o LAPECS (Laboratório de Pesquisa e Ensino de Ciências Sociais) que fica na SALA 4, Contêiner, possui uma cópia e basta o aluno interessado ir até lá e pegá-lo emprestado com algum professor do laboratório.


Fica a dica, e bons estudos.

[Sociólogo] Peter Berger;

Peter Berger é um sociólogo austro-americano, nascido em 1929, formou-se doutor pela New School for Social Research de Nova York,  e atuou  como docente universitário nos EUA (Massachusetts, Carolina do Norte, Georgia).
É um pensador da realidade como construção social.



Nós utilizaremos um de seus livros, "Perspectivas Sociológicas" (.pdf) como pontapé inicial nas leituras do curso.
Na página de slides vocês encontrarão apresentações que tratarão das questões levantadas nesta obra: "sociologia como forma de consciência",  "o homem na sociedade", "a sociedade no homem" e "a sociedade como drama".


[Filme] O Enigma de Kaspar Hauser


FICHA TÉCNICA:
Título Original: Jeder für sich und Gott gegen alle
Diretor: Werner Herzog
Roteiro: Werner Herzog
País: Alemanha
Gênero: Drama
Idioma: Alemão
Duração: 110 minutos



Para baixar o resumo, clique aqui.




“Os meus filmes nascem de uma fascinação muito forte, 
e eu sei que vi que coisas que outros ainda não viram, que outros não sabem. 
Isto é o que quero tornar visível para as outras pessoas. 
É uma necessidade de comunicar. 
Muito forte e muito viva.”


Werner Herzog